Mais de 100 mil pessoas prestigiam a XII Bienal do Livro de Pernambuco

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Crise no setor literário não afeta desempenho do evento, que finaliza com expositores satisfeitos e já pensando em voltar

Bienal Internacional do Livro de Pernambuco concluiu neste domingo (13) sua décima segunda edição, cumprindo fielmente o papel de provocar questionamentos, incentivar o conhecimento e ampliar debates.

Mais de 100 mil pessoas visitaram a maior feira literária do Nordeste durante seus dez dias de realização, que levou ao Centro de Convenções de Pernambuco uma programação grandiosa, com mais de 120 horas de atividades de alta qualidade, atendendo todas as faixas etárias.

“É uma alegria conseguir oferecer a sociedade esse incentivo a leitura, reforçando nosso compromisso com o leitor do futuro. Apresentar um evento como este tem suas dificuldades e este ano, tendo como plano de fundo este cenário atual, tivemos que nos esforçar ainda mais”, comentou Rogério Robalinho, sócio diretor da Cia de Eventos, produtora da Bienal PE.

Indo na contramão na atual crise do mercado editorial brasileiro, a Bienal PE movimentou, durante sua realização, cerca de 10 milhões e 400 mil reais apenas em vendas diretas, beneficiando os expositores que compuseram o evento.

Entre elas a Livraria Imperatriz, que levou toda a variedade dos seus produtos para o estande. Mais de 600 títulos foram oferecidos, entre bíblias, paradidáticos, ficção, poesia e títulos de literatura infantil. “Participar da Bienal é sempre muito bom. Este ano oferecemos livros bem variados e o público deu um retorno muito positivo, vendemos muito bem. Sentimos que a partir do segundo dia o movimento só aumentou”, destacou Manoel da Silva, gerente e responsável pelo estande.

Já a paulista Editora Aleph, participando pela primeira vez da feira, destacou o contato com o público do Nordeste como sua principal conquista. “Sem dúvidas, para a marca esta é a melhor divulgação que existe. Conseguimos expor todo o catálogo, apresentar as obras, trocar informações, receber sugestões de publicações e até ouvir críticas. Geramos muitas vendas e tivemos um excelente contato direto com o nosso público. Isso nos deixa mais confiantes em retornar” explicou o gerente comercial da Editora, Giovani das Graças.

Outra participante do sudeste, a editora carioca Ciranda Cultural, também veio com o catálogo completo e disse ter tido um excelente retorno financeiro. “Nos finais de semana foi incrivel. Tivemos um bom livro e compensou e muito nossa vinda. Esta é a terceira vez que a gente participa e mais uma vez o evento está de parabéns. Com certeza vamos voltar na próxima edição”, disse Marcelo Rodrigues, gerente da editora.

Num cenário social onde iniciativas como estas se mostram essenciais, a Bienal do Livro de Pernambuco destacou a importância de revisitar importantes nomes da literatura brasileira e homenageou o poeta e ativista do movimento afro Solano Trindade (in memorian) e o célebre romancista Sidney Rocha.

Entre as escritoras e escritores que participaram da XII Bienal do Livro de Pernambuco estão a autora Ana Maria Gonçalves, o filósofo francês Gregórie Chamayou, a escritora portuguesa Isabela Figueiredo, o pesquisador e escritor Muniz Sodré, o cronista Artur Xexéo, o jornalista Luís Nassif, o romancista André Vianco, o escritor Xico Sá, a escritora Clarice Freire, a youtuber Babi Dewet e o escritor e atual presidente da Central Única das Favelas (CUFA) Global, Preto Zezé.

Durante este, que é um verdadeiro espetáculo do saber, foram lançadas mais de 130 novas obras na Plataforma de Lançamentos, cerca de 90 atrações passaram pelo Palco Além das Letras, mais 90 escritores e palestrantes convidados conversaram com o público no auditório Círculo das Ideias e por volta de 30 minicursos preencheram os horários da Sala de Oficinas.

“São 24 anos de história, divulgando grandes obras, apoiando escritores independentes e incentivando o protagonismo no leitor, para que ele vá além e se torne também criador e multiplicador de conhecimento” finalizou Rogério Robalinho, durante o último dia de evento.

Assim, a Bienal do Livro de Pernambuco fecha o ciclo da sua décima segunda edição, contribuindo para a formação de novos leitores e cidadãos mais sensatos e lúcidos.